Monday, August 13, 2007

"Charlie" - O chefe dos seguranças

enfim... só uma vida, a noite a rolar e o Charlie lá ia embora do seu trabalho de segurança no centro comercial. Seu nome não era realmente Charlie mas já era segurança há sete anos e como o dinheiro faz falta, Charlie fazia dois turnos de seis horas cada e sempre a chamarem por "Charlie2", Charlie para os mais antigos (pois já conheciam a voz). De maneiras que o "Charlie" se esqueceu do seu verdadeiro nome. E ia o Charlie muito introspectivo, a caminhar rua abaixo depois de mais "um turno" de doze horas. Charlie vira aquela senhora de idade e muito pobre a roubar os pães no supermercado. Mas ela é tão pobre, passa tanta fome e rouba para comer, Charlie pensou que era até nobre a deixar ir com os pães roubados, debaixo da saia os colocou.
Mas (e nestas merdas há sempre um "mas"), o chefe dos seguranças, o Sr. Charlie, Charlie para os amigos, pois conheciam-lhe a voz, viu o sucedido. Através daquele rádio com que andam os seguranças, em que toda a gente ouve o que eles comunicam entre si (tipo "sujeito suspeito a passar em frente á Zara, vestido com uma t-shirt branca e calças de ganga rotas nos glúteos e chapéu virado para a lua" e as pessoas todas que estão a passar em frente á Zara, olham em redor para descortinar quem é o "sujeito". E chegam-se ao pé dos seguranças e perguntam: “Será aquele senhor segurança?” ao que o Charlie5 responde: “Sim!” e as pessoas retorquem: ”Vai prendê-lo?” e o Charlie5 responde: “Nada mais posso dizer!”), grita “Charlie dirija-se ao gabinete central!” e, depois de muitas perguntas em jeito de confirmação será que sou eu o Charlie, visto que muitos deles trabalhavam lá há já muito tempo, esclarecida essa dúvida, Charlie lá foi. Entrando na sala, tem o chefe dos seguranças, o gerente do Modelo e o responsável pelo Centro Comercial, que interrompeu as suas férias, por causa deste incidente, reunidos para lhe darem a triste noticía. E o responsável pelo Centro Comercial lá iniciou o discurso dizendo que obviamente todos conhecíamos a senhora e sabíamos as dificuldades pelas quais a senhora passava. Mas a atitude dele como Charlie já antigo e respeitado foi tida como irresponsável. A atitude a tomar era interceptar a senhora e mostrar-lhe que sabíamos que ela estava a roubar e que desta vez passava, mas que para a próxima ela devia passar a ir lá e pedir se podíamos dar-lhe alguma coisa. Desta forma não deixávamos de contribuir de uma forma salutar para a realização pessoal de uma senhora com uma vida infeliz e doente e não incitávamos ao roubo.

Moral da história:
- Quiseste-te armar em santinho fudeste tudo. Chibavas-te e nada disto acontecia. Agora vais ser tu a andar a edir de porta em porta ou a roubar. Bem feito. Tens a mania que vocês são alguém. “Charlie chama…trhrtrhtrhtrthrthr” Devias passar foem meu boi” Mais não posso dizer!

PS - De salientar também que aquando da altura que tive esta ideia, estava no WC. Obviamente a defecar, que demora mais tempo.

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